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Orientações para o TG março 6, 2016

Orientações para o trabalho do 11BG- 1415

 

Areias

Filed under: G- Sedimentares,Geologia — alemdasaulas @ 21:45
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Diretamente do Blogue “Sopas de Pedra” do Prof. Dr. Galopim.

http://sopasdepedra.blogspot.pt/2011/12/das-rochas-sedimentares-15.html

Das rochas sedimentares (15)

OS DIVERSOS TIPOS DE AREIAS

NUMA atitude de classificação mais consentânea com a vivência dos cidadãos, podemos distinguir saibros, areias fluviais, areias marinhas, areias eólicas e areias glaciárias.

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Saibros

Os saibros (do latim sablum, areia), que alguns autores designam por arena, são areias não deslocadas face à rocha (de composição granítica ou afim) a partir da qual se formaram por arenização (1), exibindo composição e textura determinadas pelo tipo de rocha-mãe.

São ricos em grãos de quartzo e contêm tanto ou mais feldspato consoante a natureza deste aluminossilicato (2) e o grau da referida alteração. Corresponde-lhes, grosso modo, o grit, dos autores ingleses e o gore, dos franceses. Se a rocha-mãe for micácea, as palhetas de mica estarão presentes, praticamente intactas no caso da moscovite, e mais ou menos alteradas (3) no caso da biotite.

No território nacional encontram-se saibros, por vezes exploráveis, onde quer que haja afloramentos de granitóides (4) e de gnaisses, como, por exemplo, nos distritos de Vila Real, Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra e Évora. O caulino explorado pela indústria cerâmica, na faixa litoral a norte de Aveiro (Alvarães, Casais, Parada, Viso de Cima, Custóias, etc.) é retirado de saibros graníticos e gnáissicos, como resultado da alteração, quer meteórica, quer deutérica (5) dos respectivos feldspatos.

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Areias fluviais

As areias fluviais são constituídas por grãos cujas dimensões, forma, natureza e proporções relativas variam, sobretudo, em função da litologia local, do clima, das características do relevo, da distância percorrida e, ainda, de aspectos relacionados com a sua alterabilidade, dureza, fragilidade, etc. No que se refere à forma, os grãos variam, normalmente, entre angulosos e arredondados. A granularidade, mais grosseira ou mais fina, bem como a maior ou menor dispersão de calibres reflectem as condições locais que, como é natural, variam com a pluviosidade, a topografia e, consequentemente, com a energia do fluxo aquoso, com a distância percorrida, etc. As areias fluviais alimentam aluviões, estuários e deltas que, como sistemas deposicionais de transição, lhes imprimem as suas marcas, sobretudo, texturais (6) e estruturais (7).

Nas regiões continentais dominadas por granitóides e gnaisses, as areias fluviais são essencialmente quartzosas e quartzo-feldspáticas, mais ou menos micáceas nos troços menos energéticos, propícios à acumulação de detritos mais finos e de palhetas de moscovite e/ou biotite.

Nas regiões de xistos e grauvaques, como são exemplos as Beiras e grande parte do Alentejo, as areias transportadas fluvialmente reflectem essa composição, sob a forma de grãos destas rochas (mais ou menos boleados nos de grauvaque e mais ou menos achatados e arredondados nos de xisto), a que se associam alguns grãos de quartzo, no geral provenientes do desmantelamento de filões e filonetes de quartzo leitoso, frequentes nestas formações do soco hercínico. Nestas regiões há ainda a registar, por vezes, uma componente arenosa rica em quartzo, mais ou menos bem marcada, proveniente da retoma, por erosão, de depósitos cenozóicos de cobertura e de níveis de terraços pleistocénicos existentes ao longo de alguns troços dos principais cursos de água.

Nos rios e ribeiras das regiões vulcânicas, no interior ou nas margens dos continentes e em muitas ilhas, as areias são habitualmente escuras, em virtude da presença significativa de silicatos ferromagnesianos próprios da rochas basálticas (sensum lato), com destaque para piroxenas, anfíbolas e olivina, de óxidos negros (magnetite e ilmenite) ou, ainda, de piroclastos. São deste tipo as areias dos cursos de água das nossas ilhas atlânticas.

Por vezes, as condições geológicas e ambientais determinam a ocorrência de concentrações – placers – com interesse na exploração de minerais como o ouro e a platina, cassiterite, columbo-tantalites, schellite, magnetite, ilmenite, rútilo, zircão, monazite, diamantes, corindos (rubis e safiras), topázio e berilos (águas-marinhas, heliodoro, esmeraldas) etc.

Em território nacional, areias com cassiterite e columbo-tantalites foram alvo de exploração mais ou menos artesanal, em aluviões de afluentes dos rios Zêzere, Tâmega e Mondego, em Nave de Haver e em Vouzela. As aluviões do Côa transportam schellite e as do Douro, do Tejo (8), do Erges, do Lima e outros têm sido alvo de garimpo na procura e/ou exploração de ouro. A “Mina de Ouro do Príncipe Regente”, a sul de Caparica, na arriba de areias pliocénicas, foi explorada no século XIX.

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Areias marinhas

As areias neríticas (9) e as areias de praia das latitudes temperadas e frias são, na imensa maioria, essencialmente quartzosas (10), via de regra mais arredondadas e polidas do que as areias fluviais, atingindo, muitas vezes, formas elipsoidais e esferoidais muito perfeitas. São, geralmente, mais bem calibradas do que aquelas. As areias do nosso litoral e as da plataforma continental que o margina correspondem essencialmente a este tipo. Algumas, em especial as das praias do norte do país, são quartzo-feldspáticas, reflectindo a natureza do soco predominantemente granítico na vizinhança imediata, enquanto que as do centro e do sul, incluindo as praias algarvias, são, essencialmente quartzosas, em grande parte, retomadas das formações areníticas das Orlas Mesocenozóicas e das Bacias Cenozóicas. Umas e outras têm na deriva litoral o principal veículo de alimentação.

Esta deriva e, sobretudo, o constante vai vem dos grãos de areia arrastado pela rebentação da vaga aumenta enormemente a percentagem de quartzo, muitas vezes quase à exclusividade, dada a grande diferença de comportamento entre esta espécie ultrastável e as restantes, mais alteráveis, mais frágeis e menos duras. Esta mesma interminável movimentação acentua o boleamento dos grãos.

Além do quartzo e de outros grãos minerais, quase sempre em proporções muito reduzidas, as areias marinhas exibem normalmente uma componente bioclástica, mais ou menos significativa consoante as latitudes e os locais, formada por fragmentos de conchas, conhecida entre os especialistas por foramol, acrónimo construído com as primeiras sílabas das palavras foraminífero e molusco.

As areias das praias das nossas ilhas atlânticas, à semelhança das areias fluviais locais, são escuras devido à presença de minerais ferromagnesianos, de magnetite e de ilmenite. Nestas areias há, ainda, uma componente significativa formada por bioclastos carbonatados.

Para além das componentes terrígena (siliciclástica) e biogénica, as areias das zonas distais da nossa plataforma continental incluem grãos neoformados de glaucónia (11). Quando há excesso deste tipo de grãos, as areias apresentam cor esverdeada.

Entre os sedimentos neríticos e litorais das regiões intertropicais, merecem destaque as areias carbonatadas do tipoclorozoan (acrónimo construído com as primeiras sílabas das palavras clorofícea, alga verde marinha e zoantário, coral recifal), um tema a retomar no capítulo referente às rochas sedimentares carbonatadas. Embora tenham um comportamento dinâmico semelhante ao das areias, são componentes essenciais das rochas carbonatadas. Deve acentuar-se que estas partículas não são terrígenas. São, repete-se, o que designamos por bioclastos.

A sedimentação detrítica litoral pode dar origem a concentrações de minerais exploráveis de tipo placer. São exemplos as areias com magnetite e ilmenite no litoral atlântico de Marrocos. Ao largo do Japão exploram-se areias negras (magnetite e ilmenite) a cerca de 150m de profundidade. Ao largo da Namíbia, até 200 m de profundidade, “aspira-se” a areia que arrasta consigo diamantes, numa produção que encoraja a actividade.

Nas últimas décadas, o crescimento urbano das zonas ribeirinhas e as limitações que começam a ser colocadas em termos ambientais, têm dirigido a atenção dos agentes da indústria extractiva de inertes (areias e cascalho) para as inesgotáveis reservas ao seu dispor na margem continental, nomeadamente na zona nerítica. Cerca de 15% dos inertes utilizados no Reino Unido são explorados nesta zona, havendo mesmo extracção para exportação para a Holanda, por exemplo. No Japão, o valor daquela cifra sobe para cerca de 20%.

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Areias eólicas

As areias eólicas são, no geral, quartzosas e quase sempre muito bem calibradas, arredondadas e despolidas (baças ou mate), em virtude dos choques sofridos durante o transporte por acção do vento. Próprias dos desertos quentes ou frios (periglaciários), podem ser igualmente observadas nas franjas litorais de diversas latitudes, no limite interior das respectivas praias que as alimentam, onde constroem dunas e outras acumulações de areia (medos e medões) de relevo bem conhecido pelos que habitam ou visitam estes locais. As dunas fósseis, mais ou menos consolidadas, de Oitavos (Cascais), Magoito (Sintra) e Porto Covo (Alentejo) são reminiscências deste tipo de acumulações no Pleistocénico. Nestas ocorrências, os grãos de quartzo aderem ligeiramente entre si através de uma película de calcário cedido pelos bioclastos associados à areia da praia. A água, circulando facilmente entre os vazios próprios deste tipo de depósito, dissolve o carbonato nuns locais e reprecipita-o noutros.

Em Moçambique, num campo dunar perto de Angoche, foi posta em evidência uma areia rica em minerais de elevado interesse económico, entre os quais ilmenite, zircão, rútilo e monazite. De Angola, as areias da praia de Pinda (Porto Alexandre) revelam concentrações cor de salmão, coloração que lhe é conferida pela abundância de grãos bem rolados de estaurolite e de granada.

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Areias glaciárias

Finalmente, uma muito breve alusão às areias glaciárias, para acentuar o seu carácter muito anguloso e a má calibragem, dois aspectos decorrentes do processo de trituração que lhes dá origem e que faz delas a matriz das moreias. Um outro aspecto particular destas areias é a grande diversidade mineralógica que geralmente exibem e o grau de frescura (não alteração) das diversas espécies, mesmo das mais instáveis. Com efeito, as condições climáticas que presidem aos processos glaciários, pouca ou nenhuma meteorização provocam nas rochas.

(1) – Arenização – Tipo de meteorização das rochas graníticas e afins, próprio das regiões temperadas, marcado, em especial, por hidrólise moderada, superficial, dos feldspatos, transformando a rocha num material que, embora coeso e mantendo o aspecto original, se desagrega facilmente e a que se dá o nome de saibro ou arena.

(2) – Aluminossilicatos – Grupo de silicatos ricos em alumínio, a que pertencem os feldspatos. Destes, osalcalinos, como a ortoclase e a microclina, são mais resistentes à meteorização do que os mais ricos em cálcio, como a labradorite ou a bytownite.

(3) – Alteração da biotite – manifesta-se pela esfoliação dos cristais e pela perda progressiva da cor original.

(4) – Granitóide – Termo que, entre outras rochas, inclui granitos, granodioritos, quartzodioritos, etc.

(5) – Alteração deutérica – Alteração ocorrente no interior da crosta, exercida sobre os minerais das rochas, por acção de águas profundas e quentes (residuais do magmatismo ou do metamorfismo ou, ainda águas meteóricas penetradas na crosta e, aí, aquecidas por efeito geotérmico O mesmo que alteração hipogénica e sinantexia. A caulinização é um exemplo deste tipo de alteração.

(6) – Textura – Reflecte, sobretudo, a granulometria, ou seja, a distribuição de calibres dos grãos de areia.

(7) – Estrutura – reflecte, sobretudo, o tipo de estratificação (paralela ou entrecruzada).

(8) – Ouro nas areias do Tejo – O “velo de ouro” associado à passagem por aqui do lendário Ulisses e herói da Odisseia, de Homero, acaba por ser uma das mais antigas referências à existência de ouro nas areias do Tejo.

(9) – Areias neríticas – Areias marinhas próprias da plataforma continental, grandemente influenciadas pelo domínio continental.

(10) – O quartzo nas areias – Na literatura geológica verifica-se falta de uniformidade no que se refere, entre outras, aos termos derivados do nome quartzo. Assim, chama-se a atenção para os conceitos subjacentes aos seguintes qualificativos: quartzífero – que contém quartzo; quártzico – pobre em quartzo; quartzoso – rico em quartzo.

(11) – Glauconia – Designação adoptada para referir um material granuloso de cor verde, variando entre o claro e o escuro, devido à presença de glauconite. Muito deste material está representado por carapaças de foraminíferos e outros bioclastos impregnados de glauconite. Acrescente-se que a glauconite é um mineral de neoformação sedimentar do grupo das micas, com potássio e ferro, em grânulos esverdeados claros e escuros, frequentemente associados aos sedimentos da plataforma continental.

 

Protegido: Questões de Exames Sistemática fevereiro 20, 2016

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Protegido: Questões de Exames Evolução

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Erosão Costeira fevereiro 10, 2016

Sedimentar

 

Modelos construídos por alunos fevereiro 9, 2016

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Trabalhos realizados pelos alunos da Sr.ª Prof.ª Ercília Almeida (2014-2015)

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O HOMEM É UM PRIMATA, E NÃO PODEMOS NEGAR NOSSA GENÉTICA. janeiro 28, 2016

Filed under: Uncategorized — alemdasaulas @ 22:43

Para analisar mais tarde, dado o adiantado da hora e depois de mais de 9h de trabalho

Na primeira parte do texto destacamos uma série de artigos sobre a origem pré-biótica de peptídeos, as evidências do RNA-world e a troca da uracila pela timina na consolidação do DNA como molécula responsável pela hereditariedade.

Aqui destacaremos questões ligadas ao Cromossomo Y e se ele apresenta evidências, de fato, sobre um relacionamento histórico, filogenético, entre humanos e outros primatas antropomorfos. Para fazer uma abordagem um pouco mais ampla, destacamos também comparações feitas entre o genoma de chimpanzés e humanos, e a fusão do cromossomo 2 humano.

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Acredita-se que os cromossomos X e Y tenham surgido a partir de um par de cromossomos idênticos (Lahn & Page, 1999) denominados autossômos, quando um mamífero ancestral desenvolveu uma variação alélica, o chamado “locus do sexo”, e o fato de possuir esse alelo permitiu o organismo ser do sexo masculino (Graves, 2006). O cromossomo com este alelo se tornou o cromossomo Y, enquanto…

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