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Cascata de areia fevereiro 26, 2017

Quando os sólidos se comportam como fluídos …

Divulgado no FB pela Prof. Sofia Ribeiro

 

7 planetas telúricos TRAPPIST-1 fevereiro 23, 2017

Filed under: 10.º Ano_GEOLOGIA,Geologia 10.º,G_PALEONTOLOGIA,Uncategorized — alemdasaulas @ 13:41
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Demoraríamos até lá, 44 milhões de anos, se viajássemos num jacto, menos de meio século se viajássemos à velocidade da luz!

(Atenção que a estrela é uma anã vermelha !)

https://www.google.pt/search?site=&q=Descobrimento+de+exoplanetas&oi=ddle&ct=seven-earth-size-exoplanets-discovered-6423181526040576-hp&hl=pt-PT&sa=X&ved=0ahUKEwiT7aTXqqbSAhWBzxQKHYKBDD0QPQgE

Ontem, 22 de fevereiro, cientistas que trabalham no Instituto de Tecnologia da Califórnia, para a NASA, usando o Telescópio Espacial Spitzer, anunciaram a descoberta de sete exoplanetas potencialmente habitáveis orbitando TRAPPIST-1, uma estrela a 39 anos-luz de distância do nosso Sistema Solar. Três desses planetas estão localizados dentro da zona habitável da estrela TRAPPIST-1 e têm potencial para albergar água líquida na sua superfície e, possivelmente, sustentar vida.

 

Exoplaneta

 

Como se deteta um objeto de tamanho planetário orbitando uma estrela a dezenas de anos-luz de distância? A magnitude da tarefa torna-se clara se considerarmos que mesmo as estrelas aparecem como nada mais do que pontos de luz quando vistas com até mesmo os maiores telescópios. Os planetas têm apenas uma fração da massa de uma estrela, e como resultado a reação de fusão nuclear que faz as estrelas “queimar” não ocorre. Os planetas, como resultado, são muito pequenos e muito escuros em comparação com as estrelas, o que por si só tornaria muito difícil os detetar a partir da Terra. Acrescente a isso o facto de que esses objetos imperceptíveis são inevitavelmente encontrados logo ao lado das estrelas que orbitam, e a tarefa de observá-los torna-se quase impossível.

 

Os astrónomos, no entanto, são muito engenhosos. Dado que os planetas não podem ser observados diretamente, os caçadores de planetas decidiram, em vez disso, observar estrelas e procurar os efeitos minúsculos que os planetas em órbita podem ter sobre elas. Os astrónomos têm procurado alguns desses efeitos desde o início do século XX, mas somente nos últimos dez anos os instrumentos se tornaram sensíveis o suficiente para finalmente detetá-los sem ambiguidade.

 

TRAPPIST-1

 

O que este novo sistema solar TRAPPIST-1 significa exatamente para o nosso Universo? Bem, três desses planetas recém-descobertos ficam mesmo no meio do que os cientistas chamam de «zona habitável», que é a distância da estrela a que um planeta orbita onde é mais provável que tenha água líquida, desde que o planeta seja rochoso e não gasoso. Se qualquer um dos novos planetas do sistema TRAPPIST-1 for habitável, o potencial é muito promissor, pois significaria que a vida é bastante comum na nossa galáxia e no Universo.

 

 

Lítio em Trás-os-montes fevereiro 22, 2017

Fonte: http://www.ambientemagazine.com/reserva-de-litio-em-tras-os-montes-garante-dez-anos-de-exploracao/

Reserva de lítio em Trás-os-Montes garante dez anos de exploração

Reserva de lítio em Trás-os-Montes garante dez anos de exploração 

A Dakota Minerals confirmou ontem que Portugal tem uma das maiores reservas de lítio da Europa, avança esta terça-feira o Jornal i. O lítio é usado no fabrico de baterias a utilizar na indústria automóvel e no armazenamento de eletricidade.

De acordo com a empresa australiana, as mais de 50 perfurações feitas em 2016 em Cepeda, Montalegre, detetaram a existências de jazidas estimadas em 10,3 megatoneladas (milhões de toneladas) de pegmatite (rocha).

“Cepeda representa agora o maior recurso lítio num depósito de lítios-césio-tântalo em pegmatite na Europa”, lê-se no comunicado publicado ontem no site da empresa.
Para chegar até ao uso do lítios para baterias, a rocha é extraída do solo, de forma mecânica, e depois enviada por tapetes rolantes para várias fases de trituração e peneira. Passa depois por um processo de pré-flutuação que dá origem a uma polpa que segue para uma lavagem dos elementos. Este composto é depois seco e filtrado, sendo transformado em carbonato de lítio ou hidróxido de lítio.

O comunicado acrescenta ainda que “os resultados preliminares dos testes metalúrgicos indicam a hipótese de produzir” derivados de lítios com métodos convencionais e a empresa espera provar com a restante investigação, “que deverá terminar em abril/maio”, ser possível obter “carbonato de lítio em grau adequado à produção de baterias para o mercado na Europa”.

De acordo com o CEO da Dakota Minerals, David Frances, este “anúncio de recursos capazes de sustentar uma mina com uma vida útil de mais de dez anos” representa “um marco importante na nossa estratégia para nos tornarmos fornecedores sustentáveis do mercado de lítio na Europa”.
A empresa australiana vai investir, até 2019, entre 185 milhões e 370 milhões de euros na extração e processamento de compostos de lítio para fazer baterias em Cepeda.

O minério será processado no local com recurso à energia hídrica e serão usados camiões elétricos para faer chegar o produto às fábricas europeias, explicou David Frances no final de janeiro, citado pelo “Jornal de Negócios”. A concentração da extração e tratamento no mesmo local tem como objetivo reduzir as emissões poluentes.

Em novembro de 2015, a Dakota Minerals tinha anunciado que 2019 “coincide com a abertura de várias fábricas de baterias de lítio na Europa e a conclusão da expansão de capacidade nas atuais”.

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Novo Continete fevereiro 19, 2017

Fonte:

http://zap.aeiou.pt/confirmado-terra-um-novo-continente-chamado-zelandia-149486

 

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Um novo estudo da crosta terrestre defende que há um sétimo continente chamado “Zelândia”, que esteve escondido debaixo dos nossos narizes durante milénios.

Quantos continentes existem no mundo? A resposta a esta pergunta é complicada. Se nos referirmos a continentes físicos, podem ser apenas 4: América, Eurafrásia, Austrália e Antártida.

Se falarmos de continentes políticos, são normalmente 6: América, Europa, Ásia, África, Oceânia e Antártida. Em alguns casos, a América do Sul e a do Norte são considerados dois continentes diferentes, embora sejam frequentemente categorizados como subcontinentes da América.

Os geólogos que prestam atenção ao solo e não ao que pensam os seres humanos, agrupam a Europa e a Ásia como um supercontinente – Eurásia -, o que totaliza 6 continentes geológicos.

As coisas podem ficar ainda mais complicadas com os resultados de um novo estudo da crosta terrestre, na qual os cientistas afirmam que há um sétimo continente chamado “Zelândia”.

Os autores do estudo argumentam que Nova Zelândia e Nova Caledónia não são apenas um conjunto de ilhas. Em vez disso, esses pedaços de terra fazem parte de uma única placa de 4,9 milhões de quilómetros quadrados de crosta continental, distinta da Austrália.

“Esta não é uma descoberta súbita, mas uma realização gradual, já que há 10 anos não teríamos os dados acumulados ou confiança na interpretação para escrever este artigo”, afirmam os cientistas num artigo publicado na revista GSA Today, da Geological Society of America.

Continente: Zelândia

Segundo o geofísico Bruce Luyendyk, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, nos EUA, que não esteve envolvido no estudo, os especialistas que estão a propor a nova divisão são grandes mentes que reuniram um conjunto sólido de provas. Outros geólogos devem aceitar as suas conclusões.

O conceito de Zelândia não é novo. Na verdade, Luyendyk criou a palavra em 1995. Nessa altura, o especialista não pretendia descrever um continente novo, mas sim falar da Nova Zelândia e Nova Caledónia como um conjunto de peças submersas e fatias de crosta que se separaram de uma região de Gondwana, um supercontinente que existiu há 200 milhões de anos.

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Os cientistas por trás examinaram várias provas conhecidas tendo em conta quatro critérios que os geólogos usam para considerar um pedaço de rocha um continente:

  • Terra que sobe a uma altura relativamente grande do fundo do oceano;
  • Diversidade de três tipos de rochas: ígneas (vomitadas pelos vulcões), metamórficas (alteradas pelo calor/pressão) e sedimentares (criadas pela erosão);
  • Secção de crosta mais espessa e menos densa em comparação com o fundo oceânico circundante;
  • Limites bem definidos em torno de uma área suficientemente grande para ser considerada um continente, em vez de um micro continente ou fragmento continental.

Nas últimas décadas, os geólogos já tinham determinado que a Nova Zelândia e a Nova Caledónia cumpriam os critérios 1, 2 e 3 – afinal de contas, são grandes ilhas que se afastam do fundo do mar, são geologicamente diversas e feitas de uma crosta mais espessa e menos densa.

O último critério da lista – o facto de ser “é suficientemente grande e unificado para ser considerado um continente?” – foi um factor que vários especialistas ignoraram no passado.

Isso porque a Zelândia parece ser toda fragmentada. Mas o novo estudo usou mapas de elevação e gravidade recentes e detalhados para mostrar que, de facto, faz parte de uma região unificada.

Os dados também sugerem que a Zelândia abrange “aproximadamente a área da Índia maior”, ou seja, é maior que Madagáscar, Nova Guiné, Gronelândia e outros micro continentes e províncias.

Os autores do estudo apontam que, embora a Índia seja grande o suficiente para ser um continente – e provavelmente já foi um – agora faz parte da Eurásia, porque colidiu com esse continente há milhões de anos.

A Zelândia, entretanto, ainda não se uniu à Austrália. Um pedaço de fundo do mar chamado “Cato Trough” ainda separa os dois continentes em 25 quilómetros.

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A Zelândia é dividida em segmentos norte e sul por duas placas tectónicas: a Placa Australiana e a Placa do Pacífico. Essa divisão torna a região mais parecida com vários fragmentos continentais do que com uma terra unificada.

Mas os cientistas apontam que a Arábia, a Índia e partes da América Central têm divisões semelhantes, e ainda são consideradas partes de continentes maiores.

Além disso, os especialistas afirmam que as amostras de rochas sugerem que a Zelândia é feita da mesma crosta continental que fazia parte de Gondwana, e que migrou de forma semelhante aos continentes da Antártica e Oceânia.

Os dados de satélite também confirmam que a Zelândia não é fragmentada como uma coleção de micro continentes, mas sim unificada. As placas tectónicas têm afinado, esticado e “afundado” a Zelândia ao longo de milhões de anos.

Hoje, apenas cerca de 5% do continente é visível como as ilhas da Nova Zelândia e Nova Caledónia – parte da razão pela qual os cientistas demoraram tanto para descobrir que se tratava de uma única região.

Consequências

Mas, será que a Zelândia vai ser aceite como um novo continente, ou esta conclusão não vai passar de uma curiosidade científica? Luyendyk acredita que a nova distinção eventualmente terá consequências maiores.

“As implicações económicas são claras: o que é que faz parte da Nova Zelândia e o que é que não faz parte da Nova Zelândia? De facto, os acordos das Nações Unidas fazem menções específicas de fronteiras continentais como limites que determinam onde é que os recursos podem ser extraídos – e a Nova Zelândia pode ter dezenas de milhões de dólares de combustíveis fósseis e minerais nas suas praias”, afirma.

ZAP // HypeScience

 

 

Impactes dos Fogos Florestais

Publicitado pela Professora Sofia Ribeiro, no FB

https://www.rtp.pt/play/p3148/e274572/biosfera

 

 

Erosão dos solos

 

Descobertas formas de vida com mais de 10 mil anos dentro de cristais gigantes

Fonte:

https://www.publico.pt/2017/02/18/ciencia/noticia/descobertos-microorganismos-com-mais-de-10-mil-anos-adormecidos-em-cristais-gigantes-1762526

Os microorganismos foram encontrados em fluidos encapsulados nos cristais gigantes da gruta de Naica

“Foram encontradas no México 40 estirpes diferentes de micróbios e alguns vírus que têm entre 10 mil a 50 mil anos. Estes microorganismos foram detectados em fase de dormência, a partir de amostras de fluidos encapsulados nos cristais gigantes da gruta de Naica, estado mexicano de Chihuahua, local em que os cristais podem atingir vários metros de altura. Para além de ter sido detectada a presença destes organismos, a equipa de investigadores liderada por Penelope Boston, directora do Instituto de Astrobiologia da NASA, conseguiu reanimá-los em laboratório.

Alguns estudos anteriores apontavam para que os cristais de gipsite presentes na gruta pudessem ter mais de 500 mil anos. Tendo por base cálculos feitos relativamente ao ritmo de crescimento destas formações e à localização dos micróbios dentro desses cristais, estima-se que estes organismos possam ter entre 10 mil a 50 mil anos.

Em declarações à Associated Press, Penelope Boston afirmou que estes micróbios são uma forma de “super vida”. “Esta descoberta tem um grande impacto na maneira como entendemos a evolução da vida microbiana neste planeta”, acrescenta a investigadora.

“Já se tinham encontrado organismos muito antigos ainda vivos mas, neste caso, todas estas criaturas são excepcionais – não são parentes próximas de nada que esteja nos bancos de dados genéticos conhecidos”, afirma Boston. De acordo com a cientista, os parentes mais próximos das estirpes encontradas são, ainda assim, 10% diferentes a nível do genoma, uma diferença tão grande como a que separa os humanos dos cogumelos.

Estas conclusões foram apresentadas num congresso de ciência (American Association for the Advancement of Science) e são o resultado de nove anos de pesquisa. Ainda assim, só agora está a ser escrito um artigo para uma publicação científica e os resultados não foram ainda sujeitos a revisão por pares, um dos processos mais importantes na confirmação de uma descoberta científica. A National Geographic diz que, caso se confirmem as conclusões do estudo, esta descoberta é mais uma prova de que a vida microbiana na Terra consegue sobreviver em condições extremas e em lugares inóspitos.

As formações pontiagudas de gipsite demoraram milhões de anos a formarem-se e não são perfeitas: existem algumas partes ocas que permitiram a acumulação de fluidos.

Foi dessas lacunas que a equipa de Boston, em 2008 e 2009, retirou amostras desses líquidos para análise, utilizando ferramentas esterilizadas. Posteriormente, em laboratório, a equipa de investigadores conseguiu “acordar” os micróbios dormentes e, a partir deles, foi possível desenvolver culturas microbianas, revelou Penelope Boston nesta sexta-feira.

Para a investigadora, as condições em que estes micróbios sobrevivem levantam questões relacionadas com a exploração de outros planetas no Sistema Solar, uma vez que as missões espaciais podem aumentar o risco de transporte de micróbios invasivos e de longa duração. Isto gera preocupação no sentido em que pode ser detectada vida noutros planetas que não seja originária de lá mas antes uma evolução dos micróbios terrestres transportados durante uma missão.”