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Isto é uma espécie de portofolio ;P

Quantas extinções em massa existiram? | Minuto da Terra janeiro 7, 2018

– Quando de pode aplicar o termo “Extinção em Massa”?
– A que tipo de fenómenos são atribuídas as “Extinções em Massa”? Exemplifica.
– A que se deveu a 1.º Extinção em Massa conhecida?
– O que pode condicionar o registo fóssil? Exemplifica.

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E se houver vida logo ali à frente? dezembro 14, 2017

Filed under: G-Vulcanologia,Geologia,Geologia 10.º,G_PALEONTOLOGIA — alemdasaulas @ 19:36
 

Alguém que apanhou mal a matéria! ;))) outubro 2, 2017

Descobre o que está certo! 😉

 

Trilobites março 23, 2017

Filed under: Geologia,G_PALEONTOLOGIA,Uncategorized — alemdasaulas @ 21:36
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Fonte: http://www.superinteressante.pt/index.php/natureza/artigos/209-no-rasto-das-trilobites

No rasto das trilobites

altUma viagem aos mares do Paleozóico

As trilobites surgiram, viveram e extinguiram-se sem deixar quaisquer descendentes muito antes de o Homem ter surgido na Terra. O biólogo Jorge Nunes segue a pistas destes artrópodes marinhos e desvenda algumas das suas inúmeras curiosidades.

As trilobites, parentes afastados dos crustáceos actuais, foram os principais representantes dos artrópodes (grupo a que também pertencem, por exemplo, os caranguejos e os insectos) nos mares do Paleozóico (há 540 a 250 milhões de anos). Dominaram todos os ambientes marinhos, de uma forma similar ao domínio exercido pelos dinossauros durante o Jurássico e o Cretácico, e eram de tal modo abundantes que esse período de tempo geológico também é denominado como “Era das Trilobites”.

Esses organismos surgiram do Big Bang biológico (explosão de vida, com variadas formas) que ficou conhecido por “Explosão Câmbrica” e que correspondeu a uma enorme diversificação evolutiva dos animais, em que a maioria dos filos actuais e outros extintos surgiram. Tiveram uma ampla distribuição geográfica e uma pequena repartição estratigráfica, isto é, cada espécie teve um período de vida relativamente curto, sendo por isso considerados bons fósseis de idade, uma vez que permitem datar as rochas onde se encontram.

Atingiram o seu apogeu durante o Ordovícico (500 a 435 M.a.), quando terão existido 63 famílias agrupadas em oito ordens, entrando em progressivo declínio que culminou com o seu desaparecimento no final do Pérmico (280 a 230 M.a.), altura em que ocorreu uma extinção em massa, a maior da história da vida na Terra, em que terão desaparecido cerca de 90 por cento das espécies marinhas e terrestres.

altCriaturas enigmáticas

Pensa-se que terão existido cerca de 15 mil espécie de trilobites. Contudo, uma vez que constituem um grupo de artrópodes marinhos completamente extinto, se quisermos ter uma ideia do seu aspecto teremos de nos deslocar a um oceanário para contemplar o caranguejo-ferradura (Limulus sp.), o organismo actual (vive nos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico) mais parecido com uma trilobite. Trata-se de um crustáceo que é considerado um “fóssil vivo”, uma vez que quase nada evoluiu quando comparado com o seu registo fóssil do Triássico (230 a 195 M.a.), período em que se julga que terá aparecido na Terra.

No entanto, apesar das parecenças entre ambos, muitas são as diferenças que os distinguem, pelo que, se pretendemos conhecer verdadeiramente as famosas trilobites, não nos resta outra alternativa que não seja vasculhar as jazidas fossilíferas à cata dos seus vestígios, esperando que eles nos dêem pistas sobre estas misteriosas criaturas. Neste capítulo, Portugal está bem servido.

As trilobites, cuja designação resulta de o seu corpo estar segmentado longitudinalmente em três lobos, também apresentam uma nítida divisão transversal em três partes articuladas entre si (céfalo, tórax e pigídio). O lobo central continha a maioria dos órgãos vitais associados aos sistemas alimentar e nervoso, enquanto os laterais ofereciam protecção aos apêndices ventrais e a órgãos relacionados com o sistema circulatório. O facto de os segmentos torácicos serem articulados permitia que se enrolassem como resposta a alterações bruscas no meio ou, possivelmente, quando pressentiam algum perigo, como acontece na actualidade com o bicho-de-conta.

As suas carapaças rígidas mineralizadas ofereciam protecção mas obrigavam, de modo similar ao que se verifica com os artrópodes actuais que possuem exosqueletos quitinosos, a mudas regulares, para permitir o crescimento dos respectivos inquilinos. Sob as suas carapaças couraçadas, escondiam-se corpos moles, dotados de numerosos pares de patas, que só muito raramente ficaram fossilizados.

O tamanho das trilobites é muito variável, podendo ir de alguns milímetros até várias dezenas de centímetros, embora na maior parte dos casos apresentem um comprimento que varia entre os três e os dez centímetros. Apesar de serem muito raros os espécimes com mais de 30 centímetros, em Portugal, mais precisamente nas ardósias do Ordovícico com 465 milhões de anos extraídas na Pedreira do Valério em Canelas (Arouca), espécimes com essas dimensões são relativamente comuns.

São oriundas dessa jazida fossilífera as maiores trilobites do mundo, que atingem cerca de 70 cm (Ogyginus forteyi). Existe mesmo um exemplar incompleto com 21 cm, da espécie Hungioides bohemicus, em que a reconstrução do resto do animal permitiu deduzir que teria aproximadamente 90 centímetros de comprimento. Este gigantismo nas trilobites de Canelas ainda constitui um verdadeiro mistério, dado que as mesmas espécies surgem noutras localizações da Península Ibérica com dimensões bem mais modestas.

Para além das deformações provocadas pela tectónica (forças que actuam no interior da Terra), que terão originado o achatamento das carapaças, pensa-se que os tamanhos XL poderão ter sido uma adaptação às baixas temperaturas da água, tal como acontece nas faunas boreais de artrópodes marinhos actuais, dado que Canelas corresponderia à margem de um grande paleocontinente que no Ordovícico se localizava no pólo sul (a região correspondente à actual Península Ibérica situava-se na plataforma continental desse continente).

Estes organismos, que se reproduziam através de ovos, possuíam antenas e um par de apêndices locomotores articulados por segmento, localizados na face ventral. A maioria tinha olhos compostos por várias lentes mais ou menos desenvolvidos, de natureza idêntica à dos insectos actuais, existindo no entanto algumas espécies cegas, como acontecia com a Placoparia sp., relativamente comum em algumas jazidas fossilíferas portuguesas.

altA rota das trilobites

Em diferentes lugares, as camadas rochosas fazem lembrar páginas petrificadas de gigantescos livros onde se pode ler a história da vida na Terra e conhecer as estórias do seu passado mais remoto. Dado que chegámos tarde para podermos observar as trilobites no seu ambiente natural, resta-nos procurar esses lugares e escutar com atenção os segredos que podem revelar-nos sobre os mares primitivos onde elas reinavam. Ao calcorrear o país num memorável roteiro geológico que permite fazer uma viagem ao passado recuando mais de 250 milhões de anos, podem encontrar-se vestígios diversificados dessas criaturas, desde somatofósseis (que correspondem a partes do corpo fossilizadas) até icnofósseis (indícios da sua actividade vital, como pistas de locomoção, fezes fossilizadas, ninhos com ovos, etc.).

Curiosamente, apesar de estarmos a falar de animais marinhos, as principais jazidas fossilíferas portuguesas do Paleozóico localizam-se longe do mar, algumas a centenas de quilómetros do oceano. Isto explica-se porque esses lugares, terrestres na actualidade, estiveram submersos pelas águas costeiras e fizeram parte do fundo marinho onde se formaram as rochas que actualmente podemos contemplar à superfície e que guardam nos seus estratos valiosos tesouros: os fósseis de trilobites e de muitos outros habitantes dos mares paleozóicos.

Para escolher o rumo e descobrir onde aportar, basta consultar a Carta Geológica de Portugal e procurar os terrenos da Era Paleozóica. Como o objectivo é achar os vestígios das trilobites, será importante saber que em Portugal estes são mais frequentes em rochas dos períodos Câmbrico, Ordovícico e Silúrico. Do Câmbrico, destaca-se Vila Boim, próximo de Elvas; do Ordovícico, Valongo e Arouca, nas proximidades do Porto, e Penha Garcia, no concelho de Idanha-a-Nova; e do Silúrico, Sazes de Lorvão, nas imediações de Penacova.

Dado que nos últimos anos se tem assistido a um grande incremento das actividades de protecção e divulgação do património geológico, alguns desses locais, através das suas autarquias em parceria com instituições de ensino superior, investiram em projectos de conservação e promoção da herança geológica, tendo já sido agraciados com o Prémio de Geoc­onservação (Penha Garcia em 2004, Valongo em 2005 e Arouca em 2008), ou estando inseridos na Rede Europeia de Geoparques: Penha Garcia no Geoparque Naturtejo da Meseta Meridional, desde 2006, e Canelas no Geoparque de Arouca, desde 2009.

Uma viagem ao passado

Embora o Câmbrico de Vila Boim seja notável pela sua fauna de trilobites, a ausência de estruturas de apoio aos visitantes torna difícil aos mais leigos a descoberta do seu património paleontológico. Assim, será recomendável seguir a peugada dos prémios de Geoconservação, onde qualquer curioso, mesmo que pouco letrado em geologia, poderá encontrar sempre, nas estruturas de acolhimento e informação ao público, quem o guie na viagem ao Paleozóico e o auxilie na observação e interpretação das jazidas fossilíferas, verdadeiras janelas abertas para um passado longínquo.

Começando esta viagem através dos tempos geológicos pelo magnífico canhão fluvial do rio Ponsul, em Penha Garcia, descobrem-se, brotando das fragas quartzíticas, as famosas “cobras pintadas”, que fazem parte da memória colectiva local desde tempos imemoriais. Neste lugar recôndito, a mais de 160 quilómetros do oceano, considerado como uma das mais importantes jazidas paleontológicas do Paleozóico português, os fósseis esqueléticos (somatofósseis) são muito raros, pelo que os icnofósseis, que correspondem a vestígios de actividades paleobiológicas de invertebrados, são tudo o que resta dos habitantes dos mares primitivos.

As “cobras pintadas”, como lhes chama o povo devido a fazerem lembrar curiosas esculturas de cobras petrificadas, além de terem servido para alimentar o lendário da região, desempenharam um papel muito importante no conhecimento do modo de formação das pistas do tipo Cruziana. Estas são icnofósseis de alimentação das trilobites e de outros artrópodes morfologicamente similares e correspondem a sulcos essencialmente horizontais, bilobados, com uma crista central mais ou menos definida, apresentando intricados padrões ornamentais de estrias. Para percebermos a sua formação, torna-se fundamental regressar ao passado e imaginarmos uma trilobite a alimentar-se de matéria orgânica contida nos sedimentos, escavando e revolvendo o fundo marinho e deixando atrás de si rastos bem delimitados, que são o resultado da escavação do substrato por acção dos apêndices locomotores.

Em Penha Garcia, as pistas cruzianas são salientadas pela sua particular diversidade, pelas dimensões ímpares atingidas por algumas estruturas e pela preservação delicada, muito perfeita e rara, aspectos que tornam este geo­monumento um parque icnológico único a nível nacional e singular no contexto mundial. Estão de tal modo fossilizadas que em determinados momentos do dia, com luz rasante, é possível observar até as mais delicadas marcas dos apêndices locomotores das trilobites que os produziram. Assim, não é de estranhar que alguns dos exemplares de Cruziana encontrados nestas paragens figurem entre os icnofósseis mais bem preservados que se conhecem a nível mundial.

Fazendo eco das palavras de Carlos Carvalho, geólogo da Faculdade de Ciências de Lisboa, os icnofósseis de Penha Garcia “permitem determinar o modo de vida das comunidades bióticas e suas adaptações às variações ambientais, como sejam as modificações da composição do substrato”. Além disso, a granulometria e o grau de consolidação dos sedimentos, em íntima relação com as peculiares condições paleoambientais quando os fundos marinhos fervilhavam de vida, possibilitam igualmente a observação dos “órgãos da zona ventral, incluindo o aparelho locomotor das trilobites, cuja morfologia, modo de funcionamento e aplicações podem ser conhecidas a partir dos diversos icnofósseis atribuídos a este grupo de organismos”.

Em resultado da tectónica e da erosão fluvial, obtém-se em Penha Garcia uma montra invulgar de grandes lajes com inúmeros icnofósseis. Estes são de tal modo abundantes na região que foram comummente utilizados no passado como matéria-prima para a construção de estradas, muros e carreiros pedonais, como se pode verificar na escadaria de acesso ao castelo e ao longo das veredas que atravessam o magnífico vale do rio Ponsul.

Carapaças abandonadas

No roteiro das trilobites, segue-se o Parque Paleozóico de Valongo, localizado nas imediações do Porto. Este parque, que tem o seu nome associado à era geológica em que se formaram as mais importantes rochas da região, visa precisamente preservar e valorizar o seu património natural e em particular o património paleontológico. Apesar de originalmente terem sido formadas no fundo do mar, as rochas mais antigas de Valongo encontram-se actualmente à superfície, em resultado dos movimentos tectónicos, ostentando importantes jazidas fossilíferas de trilobites e outras formas de vida da Era Paleozóica.

A grande quantidade de fósseis de trilobites que surgem nas jazidas de Valongo corresponde, geralmente, a carapaças abandonadas e posteriormente fossilizadas, e não aos exemplares fósseis do organismo completo. Estas carapaças antigas foram libertadas aquando das mudas sucessivas que permitiram o crescimento dos animais, que entretanto segregavam novas carapaças. Nesta região, principalmente em rochas do Ordovícico, foram assinalados vinte e nove géneros de trilobites, sendo os mais frequentes de Placoparia, Neseuretus, Colpocoryphe, Salterocoryphe, Eodalmanitina, Ectillaenus e Nobiliasaphus, que podem ser admirados na exposição patente ao público no Centro Interpretativo. Destes merecem destaque os dois últimos, por corresponderem a espécies que atingiam frequentemente os 50 centímetros de comprimento.

Finalmente, rumamos à Pedreira do Valério, em Canelas, para findar em beleza este périplo pela rota das trilobites. Curiosamente, as formações geológicas que ocorrem na área enquadram-se na continuidade dos terrenos paleozóicos de Valongo, que se estendem numa estreita faixa de 310 a 425 metros desde Valongo até às proximidades de Castro d’Aire, segundo a direcção NW-SE. Destaca-se, pela sua relevância, o conteúdo paleontológico das ardósias do Ordovícico Médio, onde foram encontradas as maiores trilobites do mundo.

O opúsculo escrito pelo punho de Armando Guedes lembra que “nas rochas negras de Canelas podem ser encontradas uma quinzena de espécies diferentes de trilobites, associadas a graptólitos (pequenos organismos coloniais hoje também extintos), a conchas de braquiópodes, a cefalópodes, etc.”. No Centro de Interpretação Geológica de Canelas, localizado dentro da propriedade da empresa Ardósias Valério & Figueiredo, realizam-se sessões pedagógicas de divulgação científica que dão a conhecer aos visitantes alguns aspectos da vida dessas misteriosas criaturas que aí viveram há 465 milhões de anos. Depois de aguçado o apetite, segue-se um passeio por diversos locais de interesse geológico que culminará com o visitante de martelo na mão (fornecido pela instituição!) a partir pedra, resgatando com entusiasmo os magníficos fósseis de trilobites que se escondem nas ardósias do Ordovícico. Esta é verdadeiramente uma experiência imperdível para qualquer candidato a paleontólogo amador.

Para quem não tenha fôlego para palmilhar montes e vales à cata dos enigmáticos artrópodes marinhos, deixa-se a sugestão de uma visita aos museus paleontológicos que se orgulham de apresentar alguns dos melhores exemplares jamais recolhidos em Portugal. Desde o Museu Geológico de Portugal e o Museu Mineralógico e Geo­lógico, em Lisboa, ao Museu de Mineralogia e Geologia da Universidade de Coimbra e ao Museu de Paleon­to­logia Wenceslau de Lima, no Porto, não faltarão oportunidades para seguir o rasto das trilobites.

J.N.

 

SUPER 150 – Outubro 2010

 

Outro artigo com interesse: https://www.publico.pt/noticias/jornal/trilobites-como-parentes-151376

 

 

Salamandras gigantes do Triássico

Filed under: G_PALEONTOLOGIA — alemdasaulas @ 18:17
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A notícia já é de 2012 mas não deixa de ser interessante!

************************************Questões propostas:

1.- A que Era geológica  pertencem as rochas onde foram encontradas as salamandras gigantes.

2.- Porque podem ser considerados os fósseis encontrados fósseis de fácies.

3.- Como se explica a elevada densidade de fósseis no local explorado.

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Salamandras “monstruosas” com 200 milhões de anos descobertas no Algarve

As salamandras desta espécie eram do tamanho de carros e eram carnívoras.

Uma nova espécie de salamandra do período Triássico foi descoberta no Algarve por uma equipa internacional de paleontólogos. A investigação, publicada na revista científica Journal of Vertebrate Paleontology, foi liderada pela Universidade de Edimburgo mas contou com a colaboração de outras instituições incluindo a Universidade Nova de Lisboa e o Museu da Lourinhã.

A salamandra viveu há cerca de 200 milhões de anos. Centenas das criaturas terão morrido quando secou o lago que habitavam, que ficava na zona que hoje pertence a Loulé, no Algarve, deixando para trás inúmeros fósseis que estão hoje a ser escavados. O nome do anfíbio homenageia a região onde foi descoberto: Metoposaurus algarvensis.

“A riqueza do local era impressionante”, disse à Sábado um dos paleontólogos envolvidos no projeto, Octávio Mateus. “A jazida tinha uma densidade de vários crânios por metro quadrado”.

As criaturas desta espécie tinham centenas de dentes. São os antepassados das salamandras e de vários anfíbios atuais, mas o seu comportamento seria mais semelhante ao de um crocodilo, visto que eram carnívoras. “Tinha centenas de dentes afiados na sua grande cabeça plana, que era como um assento de sanita quando ficava fechada”, descreveu à BBC um dos responsáveis da investigação, Steven Brusatte da Universidade de Edimburgo.

“Esta descoberta é o exemplo de um achado de uma época da qual conhecemos muito pouco em Portugal, o Triássico, há cerca de 200 milhões de anos, altura em que viveram alguns dos primeiros dinossauros”, acrescentou Octávio Mateus.

Esta espécie e espécies parecidas de anfíbios gigantes morreram no final do período Triássico, quando a Terra foi abalada por milhares de anos de erupções vulcânicas muito violentas. É comum, portanto, encontrar locais como a escavação de Loulé, onde muitos espécimes podem ser descobertos juntos. As “grandes valas comuns de anfíbios monstruosos” são frequentes no período Triássico, contou Steven Brusatte.

A escavação continua, visto que apenas cerca de quatro metros quadrados foram explorados até agora. No entanto, apenas nesta fração da jazida já foram encontrados dez crânios e centenas de ossadas.

Fonte:

http://www.dn.pt/ciencia/interior/salamandras-monstruosas-com-200-milhoes-de-anos-descobertas-no-algarve-4472521.html

É possível visitar:

 

Serão estes fósseis os mais antigos? março 2, 2017

alemdasaulas

 

“O processo para iniciar a vida pode não precisar de um tempo significativo ou química especial, mas poderia ser um processo relativamente simples para começar”, disse Matthew Dodd, biogeoquímico da University College London e autor principal do artigo . “Tem grandes implicações para saber se a vida é abundante ou não no universo.”

[O derretimento do gelo na Groenlândia expõe alguns dos fósseis mais antigos da Terra]

Os microfósseis foram descobertos em rochas do cinturão Nuvvuagittuq (nuh-vu-ah-gi-took) no nordeste do Canadá. Esta faixa de jaspe rico em ferro agora atravessa a costa oriental da Baía de Hudson, mas foi uma vez um respiradouro hidrotérmico no fundo do oceano.”- do artigo que pode ser encontrado em:

https://www.washingtonpost.com/news/speaking-of-science/wp/2017/03/01/newfound-3-77-billion-year-old-fossils-could-be-earliest-evidence-of-life-on-earth/?utm_term=.acc19ca7bad1

 

(Artigo publicitado pelo Prof. Rui Soares)

 

 

 

 

7 planetas telúricos TRAPPIST-1 fevereiro 23, 2017

Filed under: 10.º Ano_GEOLOGIA,Geologia 10.º,G_PALEONTOLOGIA,Uncategorized — alemdasaulas @ 13:41
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Demoraríamos até lá, 44 milhões de anos, se viajássemos num jacto, menos de meio século se viajássemos à velocidade da luz!

(Atenção que a estrela é uma anã vermelha !)

https://www.google.pt/search?site=&q=Descobrimento+de+exoplanetas&oi=ddle&ct=seven-earth-size-exoplanets-discovered-6423181526040576-hp&hl=pt-PT&sa=X&ved=0ahUKEwiT7aTXqqbSAhWBzxQKHYKBDD0QPQgE

Ontem, 22 de fevereiro, cientistas que trabalham no Instituto de Tecnologia da Califórnia, para a NASA, usando o Telescópio Espacial Spitzer, anunciaram a descoberta de sete exoplanetas potencialmente habitáveis orbitando TRAPPIST-1, uma estrela a 39 anos-luz de distância do nosso Sistema Solar. Três desses planetas estão localizados dentro da zona habitável da estrela TRAPPIST-1 e têm potencial para albergar água líquida na sua superfície e, possivelmente, sustentar vida.

 

Exoplaneta

 

Como se deteta um objeto de tamanho planetário orbitando uma estrela a dezenas de anos-luz de distância? A magnitude da tarefa torna-se clara se considerarmos que mesmo as estrelas aparecem como nada mais do que pontos de luz quando vistas com até mesmo os maiores telescópios. Os planetas têm apenas uma fração da massa de uma estrela, e como resultado a reação de fusão nuclear que faz as estrelas “queimar” não ocorre. Os planetas, como resultado, são muito pequenos e muito escuros em comparação com as estrelas, o que por si só tornaria muito difícil os detetar a partir da Terra. Acrescente a isso o facto de que esses objetos imperceptíveis são inevitavelmente encontrados logo ao lado das estrelas que orbitam, e a tarefa de observá-los torna-se quase impossível.

 

Os astrónomos, no entanto, são muito engenhosos. Dado que os planetas não podem ser observados diretamente, os caçadores de planetas decidiram, em vez disso, observar estrelas e procurar os efeitos minúsculos que os planetas em órbita podem ter sobre elas. Os astrónomos têm procurado alguns desses efeitos desde o início do século XX, mas somente nos últimos dez anos os instrumentos se tornaram sensíveis o suficiente para finalmente detetá-los sem ambiguidade.

 

TRAPPIST-1

 

O que este novo sistema solar TRAPPIST-1 significa exatamente para o nosso Universo? Bem, três desses planetas recém-descobertos ficam mesmo no meio do que os cientistas chamam de «zona habitável», que é a distância da estrela a que um planeta orbita onde é mais provável que tenha água líquida, desde que o planeta seja rochoso e não gasoso. Se qualquer um dos novos planetas do sistema TRAPPIST-1 for habitável, o potencial é muito promissor, pois significaria que a vida é bastante comum na nossa galáxia e no Universo.