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Realidades exóticas interessantes…. junho 20, 2014

Um artigo com algumas curiosidades interessantes sobre reprodução
“No fundo do oceano, a 4 000 metros, onde a luz do Sol não desce e a temperatura média é de 2.ºC, vivem estranhas espécies de peixes escuros de aspecto horroroso aos olhos humanos, que fascinam porém os cientistas por sua adaptação à vida sob pressões praticamente insuportáveis, pouco alimento e reprodução difícil. São os peixes abissais, formas de vida extremamente peculiares. Alguns têm boca e estômago capazes de engolir e digerir presas com o dobro do seu tamanho. Nas condições do que talvez seja o mais inóspito dos ambientes, por sinal o maior habitat do mundo, muitos desses peixes desenvolveram sistemas orgânicos destinados a iluminar as trevas e atrair as presas: possuem luzes no próprio corpo, que acendem e apagam como lanternas quando necessário.
Na vastidão dos oceanos, os peixes abissais não encontram fronteiras naturais a sua circulação e assim se espalham dos trópicos até as regiões polares. Como não vive em cardumes, é normal que, ao encontrar uma companheira, um desses peixes não se arrisque a perdê-la. Em certas espécies, o macho virtualmente funde-se com a fêmea, transformando-se em um pouco mais do que um depósito de espermatozóides. Até meados do século passado, os cientistas negavam que houvesse vida no mar abaixo de 500 metros. Eles sabiam que, muito aquém da superfície, a água filtra as ondas vermelhas do espectro de luz, deixando visíveis apenas as combinações de verde e azul. Por isso, um mergulhador que cortar a mão a 100 metros de profundidade verá o sangue verde-escuro ou castanho. A 2 000 metros, a esmagadora pressão da água pode arrebentar um cilindro de mergulho.
Explorando os domínios marinhos mais profundos, as missões de pesquisa acabaram descobrindo no entanto que os obstáculos da pressão e da escuridão não são intransponíveis para os peixes. Hoje se sabe que essa classe de vertebrados, a mais antiga que existe, vive em qualquer lugar onde haja água — dos tenebrosos abismos oceânicos até a superfície do mar aberto. “Não existe um limite de profundidade para a vida”, assegura o ictiólogo José de Lima Figueiredo, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo. Há peixes que nadam a 300 ou 400 metros, mas também mergulham em profundidades de 4 000 metros ou mais ainda. Há cerca de vinte anos, os cientistas que estudavam um habitat submarino nas Ilhas Virgens, no Caribe, ficaram surpresos ao ver, numa noite escura, o que parecia um grupo de peixes piscando sem parar no meio de um recife de corais. Descobriu-se que eles pertenciam à família dos ceratióide, chamados pelos americanos lanterneye fishes (peixes-de-olho-de-lanterna) porque possuem em baixo do olho uma cavidade que abriga bactérias fosforescentes. Durante o dia, esses peixes mergulham a grandes profundidades. À noite, ausente a luz solar, sobem à superfície para se alimentar de plâncton, microorganismos que vivem em suspensão na água. Os cientistas observaram desde então que tais espécies inventaram sistemas próprios de iluminação absolutamente únicos. O Kryptophanaron, que vive nas águas do Caribe, tem sob os olhos uma cavidade que emite luz e que fica coberta por um tipo de persiana escura quando não deseja ser visto. Outras espécies (melhor: géneros), Anomalops e Photoblepharon, têm uma forma de haste com um farol na ponta, que projetam para frente e para trás da cabeça e também escondem em baixo do olho. O Pachystomias, um peixe predatório chamado peixe-dragão (dragonfish) faz jus ao nome. Não solta fogo, é claro, mas tem uma série de células fosforescentes espalhadas na boca, ao longo do corpo e debaixo do olho.
Muitos desses peixes nunca foram encontrados no Oceano Atlântico e não têm nomes vulgares em português. “Os peixes abissais não costumam cair nas redes dos pescadores e as missões científicas nacionais trabalham mais nas águas rasas da plataforma continental”, explica Lima Figueiredo. Mesmo assim, existe no museu de Zoologia da USP um exemplar de peixe-dragão encontrado na costa do Rio Grande do Sul a cerca de 800 metros de profundidade. Possui o que os ictiólogos chamam barbilhão, um fio que sai por baixo da mandíbula do peixe, com um farol na ponta. Outra espécie conhecida, a dos Chauliodus, ou peixes víboras, tem uma haste que é uma extensão dos primeiros raios da nadadeira dorsal e também luzes dentro da boca para atrair a presa direto ao estômago.
Os dragões-pretos têm a peculiaridade de emitir luz vermelha. Como a maioria dos peixes não enxergam essa cor, tais membros da espécie Pachistomias microdon usam as suas lanterninhas vermelhas para se aproximar sem serem percebidos dos animais que lhes servirão de alimento. Outros peixes se distinguem pelos olhos projetados para a frente, o que lhes permite aproveitar toda a pouca luz existente. Estima-se que essas criaturas são capazes de enxergar no lusco-fusco de quinze a vinte vezes melhor do que os humanos. Os olhos tubulares do Argyropelecus, assim como do Sternoptyx, do Gigantura e ainda do Stylephora, sempre voltados para cima, enxergam contra luz que vem da superfície a silhueta de seus inimigos e da refeição em potencial. O Argyropelecus paciefiecus emite luz verde e azul na mesma intensidade da iluminação procedente da superfície; portanto tornam-se invisíveis. O habitat desempenha um papel importante na cor dos peixes. Os que vivem mais perto da superfície apresentam um tom azulado ou esverdeado, os que vivem no fundo são em geral escuros no dorso e nos lados. Os camarões das profundezas e os peixes da família dos Rondeletiidae são vermelhos porque essa cor não aparece nas águas abissais. Mas, além da cor, também a forma e a estrutura desses peixes são influenciadas pelo meio e pelo tipo de alimento. Muitos se dirigem à noite à superfície para apanhar plânctons, filtrando grandes quantidades de água através da boca e das brânquias, os órgãos da respiração. Outros, carnívoros, desenvolveram dentes avantajados, boca articulada e enorme estômago para o seu pequeno tamanho — finos e compridos, não crescem mais de 30 centímetros.
Os peixes da espécie espécie (melhor: género) Saccopharynx foto, parecidos com serpentes, têm a cabeça grande e uma boca que abre e fecha como uma tampa de lixo para engolir a presa. Há pequenos tubarões com grandes dentes em baixo da boca e pequenos em cima. São capazes de morder presas muito maiores do que eles próprios, arrancar um naco de carne do tamanho de metade de uma laranja e fugir deixando no lugar a marca feroz de sua boca. Nas profundezas do oceano, comer não é fácil nem freqüente; desse modo, a satisfação dessa necessidade depende muito do que sobra da produtividade da vida na superfície. A falta de alimento obriga os peixes a serem particularmente vorazes a qualquer momento: eles desconhecem a saciedade. Os Chiasmodon, peixes-pescadores, como são chamados, devoram presas duas ou três vezes maiores do que eles mesmos. As câmaras de controle remoto e, mais recentemente, os pequenos submarinos tripulados documentaram o frenesi das feiticeiras, espécie de enguias, dos isópodes (um grupo de crustáceos) e mesmo de tubarões quando a natureza provê um banquete constituído da carcaça de peixes grandes ou de baleias da superfície. O estômago dos peixes-pescadores se dilata e eles engolem caranguejos, moluscos e peixes avantajados com rapidíssimas dentadas. Os Melanocetus chegam a ter dentes na garganta para impedir que suas presas, tão arduamente caçadas, escapem enquanto estiverem sendo engolidas.
No mundo aquático, a reprodução costuma ser simples: quando chega o momento, basta que o macho e a fêmea soltem esperma e ovos na água para que, da combinação desses elementos, resulte a fecundação. Mas os peixes-pescadores de profundidade são relativamente raros e muito distribuídos por todos os oceanos. Estima-se que, para cada fêmea sexualmente amadurecida, existam de quinze a vinte machos. Portanto, não é de estranhar que vivam menos e tenham praticamente uma única função em toda a sua existência: encontrar uma fêmea e fertilizá-la. Estes solteirões afoitos têm olhos especiais para captar a luz das companheiras a distância. Supõe-se também que, dotados de grandes órgãos olfativos, sejam capazes de segui-las pelo ferohormona , o cheiro que elas emitem nas correntes marítimas. Ao encontrar uma fêmea, o macho da espécie Linophryne inica, vinte vezes menor, a ela se liga pela boca. Seus corpos se fundem, a circulação torna-se comum aos dois e o macho fica reduzido à condição de escravo sexual – vivendo exclusivamente para produzir e armazenar esperma a serviço da companheira. Essa incrível simbiose atrai o interesse dos pesquisadores não apenas por tratar-se de uma exótica técnica de reprodução, mas porque talvez venha a ter grande utilidade nos negócios humanos – no tratamento da rejeição em transplantes. O sexo no fundo do mar não cessa de surpreender: em certos casos, a masculinidade ou a feminilidade é apenas uma questão idade. Entre os Gonostoma gracile, o indivíduo amadurece sexualmente como macho com 1 ano. Mas em dado momento do segundo ano de vida transforma-se em fêmea. Na família dos Paralepidídeos, os indivíduos são hermafroditas, com ovários e testículos ao mesmo tempo. Quando não encontram um parceiro, fecundam-se a si mesmos.
Os peixes abissais podem parecer grotescos, bizarros – alguns são imbatíveis em matéria de feiúra. Finos, pequenos, gelatinosos, não têm nenhuma armadura de proteção, como escamas e freqüentemente se desfazem quando estudados. Comendo pouco, gastam também pouca energia e nadam apenas o sabor das correntes. Tudo indica que seriam seres primitivos, que não evoluíram durante milhares de anos. Mas o ictiólogo americano Richard Rosemblatt, do Instituto Scripps de Oceanografia, na Califórnia, provou pela estrutura óssea que esses peixes estão no auge da evolução. Como outras espécies, que passaram a viver em praias rasas, ou em baías lamacentas, rios caudalosos ou lagoas, estas mudaram-se da superfície dos mares, seu habitat original, por motivos desconhecidos. Nos abismos profundos onde foram parar, desenvolveram as estranhas características que os transformaram em senhores das trevas.” (in: http://super.abril.com.br/mundo-animal/peixes-fundo-mar-senhores-trevas-439522.shtml )

 

Dissecar um peixe abril 2, 2014

http://library.thinkquest.org/05aug/00548/DissectionGame.html

http://pessoas.ipcb.pt/amrodrig/peixe_anatomia.pdf

peixe_anatomia

http://austriliocapilecastro.wikispaces.com/file/view/dani+disseca%C3%A7ao.pdf

dissecaçao PEIXE

 

Ocupação Antrópica março 21, 2014

c_map_zonas_vertentes

Cmap_bacias_hidrográficas

Cmap_vertentes

 

Património Geológico Português março 10, 2014

Filed under: 10.º Ano_GEOLOGIA,11.º Ano de Geologia,G_ROCHAS — alemdasaulas @ 21:08
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http://geossitios.progeo.pt/

 

Princípios estratigráficos

http://atlasaas.blogspot.pt/p/depositacionales.html

 

Carvões fevereiro 24, 2014

Filed under: G_ROCHAS — alemdasaulas @ 12:33

O carvão é uma rocha sedimentar combustível, cuja composição apresenta carbono e quantidades variáveis de enxofre, hidrogénio, oxigénio e azoto.
Nos jazigos, as camadas de carvão estão alternadas com camadas de outras rochas, como por exemplo:
– Xistos
– Arenitos
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Este tipo de rocha, apareceu durante os períodos Carbónico e Pérmico e foi formado por restos de plantas subtropicais e tropicais.

O aumento e diminuição do nível médio das águas do mar provocaram o afundamento das camadas de turfa sob sedimentos marinhos, cujo peso comprimiu a turfa, transformando-a em carvão.

Quanto maior o teor de carbono mais puro se considera.

Carvões húmicos:

Formam-se por diagénese a partir de matéria orgânica acumulada rica em celulose e lenhina.

Durante o afundamento, sob a ação de bactérias anaeróbias, os detritos vegetais são transformados originando uma pasta que aglutina os detritos maiores.

Ao longo do afundamento, o aumento da temperatura e da pressão quando associados à presença de substâncias tóxicas, que resultam do metabolismo das bactérias, provocam a morte das mesmas.
C2

Existem 4 tipos de carvões:

- Turfa

- Lignite

- Carvão betuminoso ou hulha

- Antracite

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Que se classificam conforme:

- o tipo de vegetais de que resultam;

- das condições de pressão e temperatura a que se formaram;

- das propriedades físicas e químicas;

- das relações entre a quantidade de substâncias voláteis e a de carbono total.

Propriedades físicas:

- Cor;

- Dureza;

- Brilho;

- Densidade;

-…

Propriedades químicas:

- quantidade de matéria orgânica.

Turfa:

- Forma-se em ambientes pantanosos;

- Transforma-se devido à ação de microrganismos anaeróbicos;

- É um produto rico em matérias voláteis ;

- Não existe afundamento, quando existe é muito reduzido, por isso as turfas são pobres em carbono;

- Utiliza-se principalmente como fertilizante;

- É macia e facilmente comprimida.
Lignite:

- É um tipo de carvão com elevado teor de carbono na sua constituição;

- A sua cor é acastanhada encontra-se, geralmente, mais à superfície por ter sofrido menos pressão;

- Surge do afundamento da turfa;

- Tem um elevado teor de matéria volátil
Carvão betuminoso ou hulha:

- Contém betume;

- Tem elevado poder calorífero;

- Apresenta zonas baças e zonas com brilho;

- É compacto e negro;

- Constituído por resíduos de madeira;

- arde com menos fumo que a lignite.
Antracite:

- Carvão compacto e brilhante;

- Tem a maior percentagem de carbono;

- Tem a menos percentagem de materiais voláteis;

- Apresenta pouco ou nenhum betume;

- Na combustão não há formação de fumos ,nem de cheiros;

- É o carvão que liberta maior quantidade de calor;

- Arde dificilmente.
fonte: http://gracieteoliveira.pbworks.com/w/page/51165625/Carv%C3%B5es

 

Descobre os elementos naturais

Filed under: G_EROSAO — alemdasaulas @ 12:19

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